Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento da criança é a audição.
Sabe-se que os ouvidos do bebê entram em atividade na 20.ª semana de gestação, a partir da qual ele já consegue ouvir os sons do corpo da mãe, assim como sua voz.

Inicia-se então, o contato com o mundo sonoro e comunicativo, que vai ter grande influência no desenvolvimento desta criança.
Sabe-se também, que qualquer perda ou privação auditiva, mesmo que discreta, impedirá que a criança receba adequadamente as informações sonoras que são essenciais para este desenvolvimento.

Sabendo disso, fica mais fácil entender a importância da avaliação auditiva precoce, que é realizada pelo exame denominando Emissões Otoacústicas Evocadas, popularmente conhecido como TESTE DA ORELHINHA.
A avaliação consiste na colocação de um fone de inserção no canal auditivo do bebê. Este fone, por estar acoplado a um gerador de estímulo específico, emitirá um som. Ao receber este som, o ouvido do bebê responderá em forma de vibração. Esta vibração será captada pelo equipamento, demonstrando que a percepção do som aconteceu.

É um procedimento fácil, rápido e indolor, sendo realizado com o bebê tranquilo ou em sono natural.
Recomenda-se que todos os bebês realizem o TESTE DA ORELHINHA até as 48 horas de vida, ainda na Maternidade, pois estudos indicam que bebês que obtenham um diagnóstico de deficiência auditiva precoce e iniciem a intervenção necessária até os seis meses de idade podem desenvolver a linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte.

Importância ainda maior deve ser dada aos casos com histórico de surdez congênita na família, permanência em UTI por mais de 48 horas, infecções congênitas por rubéola, sífilis, toxoplasmose, citomegalovírus ou herpes, má formação craniofacial e uso de medicamentos ototóxicos.

Para os bebês que não forem submetidos ao Teste da Orelinha antes da alta hospitalar, a recomendação é para que realizem a avaliação audiológica até os 30 dias de vida.

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